sábado, 13 de setembro de 2014

Vagabundo

Me permiti o mundo
Seu olhar vagabundo
Já previa tudo
Lendo o futuro
Esperei trocar o vento
Pelo melhor momento

Chegou atento
Tomando terreno
Respirar sereno
No olhar intenso
Aproxima no relento

Prefiro não perder tempo
Vagabundo é tenso
Mas se não dropo o vento
No amanha arrependo

O fã sedento
Paiol fedorento
Desculpa de lamento
Encostar preencho

Na pista mãozinha dada
Depois vou ver qual é
Escada é chacota
Ali esqueço, já sou mulher

Menina moleca
Nem ia meter o pé
Caminho que cruza
Curiosidade mutua

Flecha do guerreiro
Tempestade do arqueiro
Te lembro companheiro
Se apega pelo cheiro
encontro no beijo

Distraio e me perco
Vagabundo, eu lembro
Me proíbo o apego
Mas aceito o cortejo
E no meu carro te vejo

Brincalhão destino
entrega o menino
Que zombe no meu ouvido
Há um tempo continuo
agora ali perdido
Nunca distraído

Me chama linda
Também a amiga
Todas outras mina
Quando lança sua rima
Bela obra prima

Mantenho menina
Acredito na sina
Ignoro critica
Sobe, anda
Aprecio a varanda

Encosta na dança
Compreende criança
Incorporo cigana
Energia não cansa
Carinho lança
Observar mudança

No aperto
No sossego
Desoriento
Moço atento
Partilhar momento
De vários tempos
Do que foi
Do que vai
Do que é

Me puxou pelo pé
Depois do trelelé
Meu nome puxou num ré
Já sabia qual é
O que laçou foi o pé
Melhor cafuné

Mais do que dormir de conchinha


                                                     poesia de 2012 o tempo arteiro,
                                                     fez repensar e novamente cruzar o olhar
                                                     vontade de explanar, o que faz levitar
                                                     (estava escrito… yin yang 2014)

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