Me permiti o mundo
Seu olhar vagabundo
Já previa tudo
Lendo o futuro
Esperei trocar o vento
Pelo melhor momento
Chegou atento
Tomando terreno
Respirar sereno
No olhar intenso
Aproxima no relento
Prefiro não perder tempo
Vagabundo é tenso
Mas se não dropo o vento
No amanha arrependo
O fã sedento
Paiol fedorento
Desculpa de lamento
Encostar preencho
Na pista
mãozinha dada
Depois vou
ver qual é
Escada é
chacota
Ali esqueço, já sou mulher
Menina moleca
Nem ia meter o pé
Caminho que cruza
Curiosidade mutua
Flecha do guerreiro
Tempestade do arqueiro
Te lembro companheiro
Se apega pelo cheiro
encontro no beijo
Distraio e me perco
Vagabundo, eu lembro
Me proíbo o apego
Mas aceito o cortejo
E no meu carro te vejo
Brincalhão
destino
entrega o
menino
Que zombe
no meu ouvido
Há um
tempo continuo
agora ali
perdido
Nunca
distraído
Me chama
linda
Também a
amiga
Todas
outras mina
Quando
lança sua rima
Bela obra
prima
Mantenho
menina
Acredito
na sina
Ignoro
critica
Sobe, anda
Aprecio a
varanda
Encosta na
dança
Compreende
criança
Incorporo
cigana
Energia
não cansa
Carinho
lança
Observar
mudança
No aperto
No sossego
Desoriento
Moço
atento
Partilhar
momento
De vários
tempos
Do que foi
Do que vai
Do que é
Me puxou
pelo pé
Depois do
trelelé
Meu nome
puxou num ré
Já sabia
qual é
O que
laçou foi o pé
Melhor cafuné
Mais
do que dormir de conchinha
poesia de 2012… o tempo arteiro,
fez repensar e novamente cruzar o olhar
vontade de explanar, o que faz levitar
(estava escrito… yin yang 2014)