sábado, 9 de março de 2013

Rolé



Alô?
Alô!
Ta aí?
Tô.
Rolé?
Vou.
Agora.
Simbora.
Te busco.
Te sugo.
Para.
Não para...                                                                 
Corre!
Se enrole.
Cidade
Lua
Perdidos
Na rua...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Atrás da Claridade dos seus olhos

Tão tipico
Mas no alternativo
Não esperava isto
Fala em galera
Energia prega
Finge boa moça
Quanta balela
Outros menospreza
Se acha mais bela
Pensa Cinderela
Duas caras
Duas falas
Não engana nada
Fala, fala e só fala
Pura gandaia
Ajusta a saia
Prende a língua
Sente a rima
Vê se cresce, mina

Com ela é tudo bom
Sempre tem um dom
Esclarece com calma
Engana a própria alma
Se diz altruísta
Pura utopia
De universo egoísta
Todos se enganam
Acreditam como irmão
Mas dividir o pão
Não é dela não
Não engana nada
Fala, fala e só fala
Pura gandaia
Ajusta a saia
Prende a língua
Sente a rima
Vê se cresce, mina

Vive no pedestal
Banca a moral
Finge oque não é
Pra meter o pé
Boa moça
Procura quem ouça
Ou pague sua louça
Adora sofrimento
Criar tormento
Viver de lamento
Só pensa no momento
Diz que sabe do tempo
Puro fingimento
Não engana nada
Fala, fala e só fala
Pura gandaia
Ajusta a saia
Prende a língua
Sente a rima
Vê se cresce, mina

Quando arruma confusão
Não parte dela não
Pelo menos, consta o sermão
O motivo, todos saberão
Se ela esconde ou não
Afirma de pé junto
Que tudo no mundo
Quando estoura do seu lado
O outro é o culpado
Quando anda do avesso
O motivo do tropeço
É todo esse apreço
Nunca foi seu, o erro
Era inveja do terceiro
Não engana nada
Fala, fala e só fala
Pura gandaia
Ajusta a saia
Prende a língua
Sente a rima
Vê se cresce, mina

Diz que ama
Pela fama
De ser bondosa
Pura proza
Atras das amigas
Cria intrigas
Fala mal
Julga banal
Agora me diz
O quão infeliz
Viver assim
Dizendo que gosta
Tratando como bosta
Não engana nada
Fala, fala e só fala
Pura gandaia
Ajusta a saia
Prende a língua
Sente a rima
Vê se cresce, mina

terça-feira, 5 de março de 2013

Flores



Flores que se multiplicam
Sorrisos que nunca acabam
Abraços, carinhos e beijinhos

Flores que se cobrem
Sorrisos que se transformam
Exagero, desespero, chiliquinho

Flores que se colorem
Sorrisos que desabrocham
Choro, juntinhos e apertadinho

Flores que se escondem
Sorrisos que encantam
Fujo, rapidinho e de fininho

Flores que nos preenchem
Sorrisos que se prendem
Falso, mentiroso e pequenininho

Flores que nos ocupam
Sorrisos que sentem
Falta, vontade, denguinho

segunda-feira, 4 de março de 2013

Preto



Então,
Vem cá meu nego
Deixa sentir seu cheiro
Que me enlouqueço
Na barba, me perco
Que é isso mesmo
Não é desespero
É só um apego
Lance de começo
Se pedir eu deixo
Tem que vir com jeito
Não te quero preso
Isso eu não mereço
Não é meu apreço
Quero o mundo inteiro
Balançar cabelo
Me jogar no meio
Vai que surpreendo
Com outro querendo
E acabo tendo
Outro enrrolamento
Entao, vem meu nego
Deixa sentir seu cheiro
Que me enlouqueço
E volto pro começo

sexta-feira, 1 de março de 2013

Levado

A vida caminha
Nas estradas sem retorno
Vaga sozinha
A procura de conforto

Te abraça e te confunde
Um menino levado
Levado pela maré
Antes que inunde
O passo apressado
Revira-volta da fé

Sim, é angustia
Consome com fúria
Não pensa em porque
Satisfaz o querer
Se permite não ser

Passa tempo
Não é brinquedo
Sente o vento
Sussurrando segredo
Desenrola o medo
Acha aconchego

Ah, coração
Acalma alma
Busca solução
Olha pro alto
Pula de salto
Encontra razão
No meio do turbilhão
Acha benção